LÁGRIMA
Se eu morrer precocemente, diga que você já sabia, diga que muitas vezes falamos sobre isto. Eu tudo compreendia e entendia, era muito difícil explicar ou justificar, mas da forma que as coisas aconteciam sentia que nada eu poderia fazer nem deixar escrito.
Todo o dia vestia-me como se fosse partir, nunca pensava em deixá-los e nunca deixei.
Todo o dia aprendia coisas novas sem estudar, mas eu crescia tinha toda a informação necessária e não podia colocar em pratica porque era muito além do entendimento.
Todo o dia olhava a todos, contempla e amava com distância, pois quanto mais presente maior a dor, angústia e sofrimento.
Eu tudo compreendia, sabia e entendia. A saudade já sentida
FUI ESCOLHIDO...
Autora: Solange Netto Andrade
14/12/2002
quinta-feira, 24 de junho de 2010
PROTESTO
PROTESTO
Porque não me deixaste nascer?
Eu estava tão ansioso para te conhecer, tanta coisa precisava fazer.
Porque não me deixaste nascer?
Se pudesse avaliar o que eu senti.
Se pudesse ver a tristeza.
Se pudesse sentir a dor.
Com certeza não o faria.
Porque não me deixaste nascer?
Enquanto fazia amor, nem pensou que eu já poderia está ali.
Naquele momento só pensou no seu prazer.
Nada importava, só que eu já sentia.
Pena que você não me via e nem podia me ouvir.
Porque não me deixaste nascer?
Você também não sabia que eu seria a sua felicidade e sua alegria.
Porque não me deixaste nascer...
Autora: Solange Netto Andrade
24/02/2000
Porque não me deixaste nascer?
Eu estava tão ansioso para te conhecer, tanta coisa precisava fazer.
Porque não me deixaste nascer?
Se pudesse avaliar o que eu senti.
Se pudesse ver a tristeza.
Se pudesse sentir a dor.
Com certeza não o faria.
Porque não me deixaste nascer?
Enquanto fazia amor, nem pensou que eu já poderia está ali.
Naquele momento só pensou no seu prazer.
Nada importava, só que eu já sentia.
Pena que você não me via e nem podia me ouvir.
Porque não me deixaste nascer?
Você também não sabia que eu seria a sua felicidade e sua alegria.
Porque não me deixaste nascer...
Autora: Solange Netto Andrade
24/02/2000
NUNCA TE ESQUECI
NUNCA TE ESQUECI
Lamento por não te conhecer.
Lamento por não te ver.
Lamento por não te amamentar.
Lamento por não te socorrer.
Foram só doze horas.
Não tive tempo.
Nem poderia.
Apenas chorei.
Apenas entendi.
Apenas sobrevivi.
Quantas coisas sonhei.
Quantas coisas preparei.
Quantos meses esperei.
No seu quarto eu fui.
No seu berço debrucei.
As suas roupas cheirei.
Com o tempo aceitei.
Com o tempo meditei.
Com o tempo compreendi.
Os anos se passaram.
Mas eu nunca ti esqueci.
Autora: Solange Netto Andrade
14/04/1997
Lamento por não te conhecer.
Lamento por não te ver.
Lamento por não te amamentar.
Lamento por não te socorrer.
Foram só doze horas.
Não tive tempo.
Nem poderia.
Apenas chorei.
Apenas entendi.
Apenas sobrevivi.
Quantas coisas sonhei.
Quantas coisas preparei.
Quantos meses esperei.
No seu quarto eu fui.
No seu berço debrucei.
As suas roupas cheirei.
Com o tempo aceitei.
Com o tempo meditei.
Com o tempo compreendi.
Os anos se passaram.
Mas eu nunca ti esqueci.
Autora: Solange Netto Andrade
14/04/1997
SEUS OLHOS TRISTES
SEUS OLHOS TRISTES
Vi aquela criança!
Meu Deus, como eram tristes seus olhos. Era tão criança, seis anos talvez, todavia o sofrimento lhe dera aquela aparência de descrença em algo bom.
A tristeza lhe tirara dos olhos a possibilidade de ver algo bonito, suas roupas quase farrapos, seus pés sujos e descalços.
Tudo naquela criança era o oposto e contrate do que Eu sentia.
Envolvida por um ímpeto desejo que invada o meu coração, sentei-me ao seu lado, era muito estranha àquela criança.
Apenas lhe disse. Deus se ama não se explica, tristeza não se justifica. Como vou explicar você?
Autora : Solange Netto Andrade
09/12/1989
Vi aquela criança!
Meu Deus, como eram tristes seus olhos. Era tão criança, seis anos talvez, todavia o sofrimento lhe dera aquela aparência de descrença em algo bom.
A tristeza lhe tirara dos olhos a possibilidade de ver algo bonito, suas roupas quase farrapos, seus pés sujos e descalços.
Tudo naquela criança era o oposto e contrate do que Eu sentia.
Envolvida por um ímpeto desejo que invada o meu coração, sentei-me ao seu lado, era muito estranha àquela criança.
Apenas lhe disse. Deus se ama não se explica, tristeza não se justifica. Como vou explicar você?
Autora : Solange Netto Andrade
09/12/1989
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